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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Bailarina da periferia de Itabuna embarca para Miami

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Por: Simone Nascimento
Aquele friozinho na barriga, coração acelerado e muito nervosismo. E não é para menos. Afinal, Cibele Cardoso Dias, a doce adolescente que conseguiu driblar a violência do bairro Maria Pinheiro com a delicadeza dos passos do ballet, já está de malas prontas. Ela se despediu de Itabuna na noite de quinta-feira (26). Foi para Salvador, de onde segue com destino a São Paulo e, finalmente, no sábado (28), embarca para Miami, na Flórida. “Ainda não caiu a ficha”, disse a garota de 17 anos, emocionada, ao Diário Bahia, enquanto cuidava dos últimos preparativos.
Para quem não se lembra, Cibele, bolsista do Ballet Thu & Cia, e outras três meninas, foram contempladas com uma bolsa de 20% de um valor de R$ 800 dólares para participar do curso de Verão Miami City Ballet Scholl. Desde então, foi criado o grupo Amigos da Cultura, com o objetivo de arrecadar recursos para custear as despesas da viagem da moça.
Cibele viajou nesta quinta-feira
Cibele viajou nesta quinta-feira
Até um show com a participação de artistas regionais foi realizado na Usemi. Os esforços, segundo Cibele, renderam R$ 10 mil, exatamente a importância estimada para os custos. “Só tenho a agradecer a todos que colaboraram. Sem a ajuda de todas essas pessoas eu não teria conseguido”.
Numa entrevista recente ao Diário Bahia, a bailarina falou da esperança que leva consigo neste novo “voo”. “Bom, como lá é uma Companhia de Ballet que faz contratações de bailarinos, espero que nesse curso eu consiga me destacar entre tantos bailarinos que vão estar lá”, disse na época.
A estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Amélia Amado é fruto do projeto social Candinha Dórea, que funcionava antigamente no Centro de Cultura Adonias Filho. Atualmente, está em uma das salas da Thu & Cia, onde Cibele é professora voluntária, dando aulas para outras crianças carentes.
A bailarina tornou-se um exemplo de superação e orgulha-se da escolha que fez em meio à dura realidade da comunida em que vive. “Quero com minha história mostrar que é possível nascer e crescer flores num deserto. E aqueles que não acreditam que uma menina pobre da periferia pode alcançar novos horizontes, aqui estou para mudar os pensamentos de muita gente por aí”, ressaltou.
Redação: Diário Bahia

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