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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER


O PERIGO DA MENTIRA Ananias e Safi­ra

"Melhor é que não votes do que votes e não pagues" (Ec 5.5).
A generosidade é uma vir­tude valiosa, mas somente se for acompanhada da sinceri­dade.
O que os discípulos fizeram, do­ando seus bens, vendendo suas propriedades e trazendo o dinheiro para os apóstolos administrarem, era um sacrifício agradável ao Senhor. Era tudo que eles possuíam na vida, mas não hesitaram em doar o que tinham para a obra de Deus. Ananias e Safi­ra também desejaram compartilhar dessa generosidade, mas eram hipó­critas e pagaram com as próprias vi­das.
PROPÓSITO DE ANANIAS E SAFIRA
1. A Bíblia descreve a verdade.
Uma das grandezas da Bíblia é que ela registra até mesmo as fraquezas de seus heróis. Documenta atos que são contra a mensagem que ela pro­paga. Isso acontece, porque ela é a infalível Palavra de Deus. Portanto, fala a verdade. Além disso, revela a debilidade do gênero humano, mos­trando que nenhum homem é perfei­to.
2. Uma iniciativa voluntária.
Em At 2.47 e 4.34, ficamos saben­do que "todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos". Dentre eles, destacou-se Barnabé, o único citado nominalmente, exceto Ananias e Safira, por causa de sua hipocrisia. O casal fez um voto, não o cumpriu, mas queria que a Igreja pensasse que o mesmo fora concre­tizado. Isso se chama hipocrisia.
3. Generosidade sincera.
O ato generoso de Barnabé repercutiu en­tre os irmãos. Ninguém era obriga­do a vender suas propriedades. A mãe de João Marcos, o sobrinho de Barnabé (Cl 4.16),possuía uma casa em Jerusalém (At 12.12) que servia como lugar de culto e reunião de ora­ção. O texto sagrado afirma que eles venderam "uma propriedade" (v. 1). Não diz qual o seu tipo e nem o seu valor. Também não deixa explícita a atitude estranha desse casal. Os expositores da Bíblia, quase que em voz uníssona, admitem que Ananias e Safira queriam crédito e prestígio de algo que não praticaram. Deseja­vam ser honrados como Barnabé.
A OFERTA RECUSADA
1. Ofertas são sacrifícios.
Caim e Abel eram filhos de um mesmo ca­sal, receberam a mesma instrução religiosa e foram criados no mesmo ambiente (Gn 4.1,2). Todavia, um era crente e o outro incrédulo. Am­bos fizeram uma oferta a Deus (Gn 4.3-3). Por que o Senhor recusou a de Caim? Por se constituir de cere­ais? Certamente que não. Essas dá­divas, foramposteriormente prescri­tas na lei de Moisés (Nm 15.4-9).
2. Ananias e Safira: um casal reprovado.
A aparente generosida­de de Ananias não foi um ato de fé. Além disso, parece que ele não fez negócio ilícito, pelo que se conclui do verbo grego nosphizomai (tradu­zido por reter), nos versículos 2 e 3, o qual, no Novo Testamento, só apa­rece aqui e em Tito 2.10 (traduzido por defraudar). "Reter" é no sentido de "subtrair". O mesmo verbo apa­rece em Josué 7.1, na Septuaginta, quando declara que Acã "tomou do anátema".
O JUÍZO FULMINANTE
1. Um juízo implacável.
Mui­tos leitores da Bíblia ficam perple­xos com esse juízo tão duro, vindo da parte de Deus sobre Ananias e Sa­fira. Alguns expositores bíblicos têm procurado atenuar a narrativa com interpretações inconsistentes, consi­derando este registro um exagero por parte de Lucas. Mas tais argumenta­ções não resistem à exegese sagra­da. O fato aconteceu como está es­crito.
2. O sepultamento de Ananias.
A sentença foi instantânea: "E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou" (v. 5). Imediatamen­te, foi providenciado o sepultamen­to: "E, levantando-se os jovens, co­briram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram" (v. 6). Es­ses rapazes não são os fossarii (co­veiros que surgiram posteriormente para o sepultamento dos cristãos), mas eram moços crentes que esta­vam presentes.
3. Três horas depois.
"E, pas­sando um espaço quase de três ho­ras, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido" (v. 7). Três horas depois, aparece Safi­ra, sem saber de nada. Seu marido já havia sido sepultado. Talvez os jovens nem tivessem voltado. Com certeza, ela estava indo para a ora­ção.
Se as orações públicas eram às nove da manhã, ao meio dia e às três da tarde, como se conclui de Sl 55.17, Dn 6.10 e At 3.1, três horas depois, a "piedosa" e "devo­ta" senhora vinha oferecer seu "sa­crifício", esperando ser honrada como uma irmã generosa, que deu espontaneamente tudo o que tinha para a obra de Deus. É um cenário de causar espanto. Isso mostra quão seriamente devemos levar a obra de Deus.
4. A surpresa no Tribunal de Cristo.
No Tribunal de Cristo mui­tos esperarão ser galardoados. No entanto, quando suas obras passarem pela prova do fogo, sofrerão detri­mento, porque serão madeira, feno e palha (1 Co 3.12-15). Aí está o va­lor da sinceridade e a preciosidade da honestidade. Devemos saber que, onde estivermos, Deus nos estará vendo.
5. Não vale a pena ser infiel.
Custava para Safira falar a verdade? Mas o desejo de ser importante, o amor ao dinheiro, a obstinação pelo status cegaram completamente, tan­to a Safira como a seu marido Ana­nias: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a sober­ba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 Jo 2.6). Eles foram con­taminados por esse vírus.
O TEMOR SOBRE A IGREJA
1. A Igreja.
É a primeira vez que a palavra "igreja" aparece no livro de Atos. "E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas".
O vocábulo "igreja" é originário da palavra grega ekklesia. Vem de ek, uma preposição que significa "de, dentre, de dentro de", e klesia, de kalesis, que significa "chamada, con­vocação".
2. O impacto do juízo divino.
O Cristianismo estava começando, e a hipocrisia dos fariseus precisava ser erradicada, pois a Igreja é um grupo escolhido pelo Espírito San­to: "Um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tt 2.14). É a Noiva de Cristo (2 Co 11.2). Ele deu a vida por ela (Ef 5.25). É o que Jesus tem de precioso.
3. Perderam a vida física.
Situ­ação similar encontramos no Anti­go Testamento, com o sacerdote Eli. Deus disse a Samuel que haveria de trazer um juízo inexorável sobre Is­rael e sobre a casa deste sacerdote: "Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambas as orelhas" (1 Sm 3.11).
4. A lição que devemos apren­der.
O juízo de Deus nem sempre se manifesta dessa maneira. Por isso, há os que não levam a sério a obra do Senhor.
Existem os que praticam algo muito mais grave que o referido ca­sal e, no entanto, Deus ainda está dando a oportunidade para a recon­ciliação. Entretanto, se os que estão nessa situação continuarem trilhan­do a senda da malícia, da hipocrisia, da fraudulência, amanhã poderá ser muito tarde. A Bíblia diz: "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente" (Jr 48.10).
CONCLUINDO
A morte fulminante desse casal deve levar cada crente a refletir seriamente sobre a Igreja de Cristo. Os que trilham pelo mesmo caminho, e a justiça divina ainda não veiosobre ele, é porque Deus está dando a opor­tunidade para o arrependimento. A porta ainda está aberta. Que o Senhor possa livrar o seu povo dessa hipo­crisia!
1. De nada adianta tentarmos en­ganar a liderança da Igreja, pois ela é conduzida pelo Espírito Santo, o qual, através de sua Onisciência, contempla todas as coisas. Se não somos castigados, imediatamente, pelos graves erros que cometemos, é porque Ele espera o nosso arrependimento.
2. Muitos acham que, através de um bom presente, concedido a uma pessoa influente na Igreja, poderio galgar uma posição melhor no ministério. No entanto, esta prática é condenada pelo Senhor, que não dei­xará impune esta atitude mesquinha. No tempo certo, Ele agirá com justi­ça.
3. E melhor agradarmos a Deus, com as nossas atitudes sinceras, do que aos homens, por intermédio das muitas falcatruas existentes. Ananias e Safira não teriam perdido a vida, se soubessem que estavam mentin­do ao Espírito Santo, que não se dei­xa enganar, e não aos homens.
Bibliografia E. Soares]

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