Imagem: Casé Angatu.
Imagem: Casé Angatu.

A XVI Caminhada Tupinambá em Memória aos Mártires do Massacre do Cururupe vai começar às 8 horas desse domingo, 25, na Praça Cláudio Magalhães, em Olivença, litoral sul de Ilhéus.

Os índios e apoiadores vão caminhar até o Cururupe, local marcado na história como o palco do massacre indígena comandado pelo governador geral do Brasil em 1560, Mem de Sá.

O ato também remonta à figura do Índio Caboclo Marcelino, que organizou a resistência indígena em Olivença nas décadas de 1920 e 1930.

No início do século XX, sob a influência dos coronéis do cacau que cobiçavam as terras dos índios, a imprensa da época cumpriu papel vergonhoso ao reforçar o racismo contra os povos originários.

A exemplo dos índios que vivem hoje em Ilhéus, Una e Buerarema, Caboclo Marcelino enfrentou o preconceito e a violência de parte da sociedade regional. Chegou a ser preso como comunista. Era chamado de falso índio.

Recentemente o Superior Tribunal de Justiça derrubou liminar que impedia a demarcação do território reivindicado pelos tupinambás. Nesse domingo, eles voltarão a cobrar do governo federal a publicação da portaria declaratória para consolidar o processo.