loading...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER

Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé

O homem tem medo da morte. Isso é natural, pois ele não foi criado para morrer; a morte é uma pena capital decorrente do pecado. Para muitos a morte é o fim de tudo, o que gera um terrível pânico pela falta de uma perspectiva do vem depois. O apóstolo Paulo traz uma visão diferente da forma como devemos ver a nossa passagem para a outra vida.
Quando escreveu a Timóteo, em sua segunda carta (4:1-18), Paulo estava preso em Roma, por volta de 67 d.C. Foi, provavelmente, sua última carta. Foi uma espécie de despedida, na qual Paulo declarou que sua partida, ou seja, a sua morte estava próxima (v.6). Foi um relato poderoso de fé em Deus e de confiança em suas promessas, diante do evento mais temível por todos os homens: a morte.
A primeira declaração de impacto foi a que “Jesus Cristo há de julgar os vivos e os mortos (v.1), na sua vinda e no seu reino”. Paulo, no entanto, afirmou a Timóteo que a Palavra de Deus era o meio pelo qual os homens poderiam escapar desse julgamento (v.2a; Rm.2:16). Por isso Timóteo deveria pregar e insistir a tempo e a fora de tempo (v.2b). Todos os meios de uso da palavra deveriam ser usados (v.2b): argumentos fortes e que contradizem; repreensão (chamar a atenção); exortação (advertir). Por outro lado, a pregação deveria ser feita com paciência e ter conteúdo doutrinário (v.2c).
Paulo continuou alertando que mesmo com a força da sã doutrina, os homens a recusariam (v.3-4). Eles teriam comichão nos ouvidos – uma linguagem figurada de quem escuta, mas não quer entender. Eles selecionariam doutores para pregar sem condenar seus atos pecaminosos e rejeitariam a verdade em favor de fábulas.
Paulo alertava que seu modelo de vida deveria ser seguido por Timóteo (v.10-12,14,15). Timóteo deveria agir com sobriedade e permanecendo fiel, para estar no grupo correto: daqueles que se mantinham fiéis.
Paulo fez uma poderosa declaração diante da morte. Ele reconheceu que sua partida se aproximava (v.6): era uma sequência do discurso aos Efésios (At.21:13). Lá ele imaginou que sua morte poderia ser em Jerusalém, aqui ele acreditava que poderia ser em Roma. Paulo havia cumprido integralmente as três fases de sua missão (v.7): “combati o bom combate; acabei a carreira; guardei a fé”. Como consequência do cumprimento de sua missão, Paulo teria a coroa da justiça guardada (8a): foi uma forma de demonstrar o significado de que morrer era lucro, como ele afirmara na carta aos Filipenses (1:21). Ele teria direito a uma coroa incorruptível (I Co.9:25). Paulo sabia que o Juiz que julga os vivos e os mortos (v.1) é justo (8b) e daria a recompensa aos fieis (Cl.3:23-25).
É muito importante saber que Jesus Cristo, em sua vinda, tratará cada um segundo seus atos (8-14). Aqueles que guardam a sã doutrina e amam a sua vinda do Senhor receberão a coroa da justiça (v.😎. Neste grupo estavam Paulo, Lucas, Marcos e Tíquico. Aqueles que desprezam a doutrina e amam o presente século receberão julgamento severo (v.3,4,10,14). Neste grupo estavam Demas e Alexandre. Veja que os males causados por Alexandre a Paulo deveriam retornar como pagamento feito pelo Senhor (v. 14).
Por fim, Paulo declarou as razões para ter cumprido sua missão. Isto não decorreu do seu esforço (v.7), como poderíamos inadvertidamente concluir. Mas foi um ato decorrente em sua confiança no auxílio do Senhor (16-18). Paulo combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé porque o Senhor o assistiu e o fortaleceu para que ele pregasse a palavra aos gentios (17a).
A coroa da justiça era um evento futuro. Mas, até lá, era preciso manter-se firme e confiar no auxílio do Senhor. Por isso, confiar nos homens poderia causar decepção (v.16), mas Paulo, ao contrário, confiava que enquanto permanecesse na terra o Senhor o livraria de toda má obra e o guardaria para o seu reino (v.18a). É por isso que toda a glória deve ser dada a Ele, ao Senhor Jesus Cristo (v.18b).
Agora não precisamos mais temer a morte: ela é o meio pelo qual encontraremos o Senhor Jesus Cristo, o justo juiz. Se nos mantivermos focado na missão que recebemos do Senhor, se confiarmos no seu socorro e creditarmos a ele a glória por tudo, por certo faremos como Paulo: combateremos o bom combate, acabaremos a carreira e guardaremos a fé. Chegaremos, então, diante do Senhor para receber, como Paulo, a cora da justiça.
“E o Senhor me livrará de toda má obra, e me levará salvo para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.” (2 Tm.4:18)

Nenhum comentário:

Postar um comentário