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domingo, 9 de abril de 2017

Casal suspeito de manter mulher sob condição escrava por 15 anos é preso

A Polícia Civil de Ipiranga esclareceu na quinta-feira (6), um caso que chocou a população da cidade, após a prisão de um casal de 55 e 60 anos, suspeitos de manter uma mulher sob condição escrava por 15 anos. Além de realizar funções domésticas, a vítima também sofria graves agressões por parte dos suspeitos. A dupla foi detida em sua residência, situada no Centro do município.
A prisão do casal aconteceu depois que a polícia recebeu denúncias anônimas informando que havia algo estranho acontecendo na casa. Ao realizar as investigações, a equipe policial constatou que a vítima sofria abusos constantes por parte dos proprietários da residência.
A vítima de 35 anos que também estava na casa no momento da ação policial, foi encontrada realizando trabalhos domésticos. Ela estava com várias marcas de agressão nos ombros e braços. Na delegacia, a mulher disse à polícia que vivia nessa condição há cerca de 15 anos. A mulher começou a prestar serviços ao casal no ano 2000. “Nos primeiros dois anos, ela trabalhava normalmente, possuía carteira assinada e não tinha problemas com os patrões. Porém passados esses dois anos as coisas começaram a mudar”, comenta o delegado titular da Delegacia de Ipiranga, Guilherme Luiz Dias.
A partir de 2003, ela começou a sofrer represálias por parte do casal, que passou a não pagar mais pelos serviços prestados. Durante todos esses 15 anos, a mulher era proibida de sair de casa e de receber visita de parentes, ela também era agredida constantemente e sofria ameaças caso contasse a alguém sobre o que acontecia na casa. “A vítima possuí diversas cicatrizes pelo corpo devido essas agressões. Em interrogatório ela disse que o casal chegou a agredi-la com facas e cabo de vassoura”, diz Dias.
Ainda de acordo com o delegado os serviços domésticos iniciavam pela manhã e terminavam apenas no final da noite, além de também não ter descanso nos finais de semana. “Como se não bastasse, essa mulher dormia em um sófa que comporta duas pessoas sentadas em um quarto que funcionava como depósito. Suas poucas peças de roupas eram guardadas em um armário de louças”.
Um exame de corpo de delito comprovou as agressões cometidas pelo casal. Após os exames, a mulher foi encaminhada aos familiares. Na delegacia, a dupla alegou que a vítima era moradora da casa e apenas auxiliava nos serviços domésticos.
Ambos responderão pelos crimes de redução a condição análoga a escravo e lesão corporal no ambiente doméstico, sujeitos a oito anos de reclusão. O casal aguarda à disposição da Justiça.

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