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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Renan Calheiros deixa liderança do PMDB no Senado com discurso contra Temer

Portugal Digital

“Sempre compreendi que mais ajuda aos governantes quem faz críticas. Críticas responsáveis como fiz em algumas oportunidades. Convencido de que o problema para o governo é o líder do PMDB, sou eu, me afasto da liderança para expressar meu pensamento e exercer minha função com total independência”, disse.
“O Brasil precisa atualizar a legislação trabalhista e previdenciária, é verdade. Mas deve se afastar de reformas sem critérios que atendam apenas ao sistema financeiro e parte do empresariado, ampliando desigualdades e sofrimentos”, afirmou.

Num discurso duro contra Temer, Renan Calheiros não poupou adjetivos. “Não detesto Michel Temer. Não é verdade o que dizem. Longe disso. Não tolero é a sua postura covarde diante do desmonte da Consolidação do Trabalho [legislação trabalhista em vigor]. A situação econômica e política do país é gravíssima. Todos os dias vemos o aprofundamento do caos e começamos a trilhar um preocupante caminho que, ao longo da história do Brasil, nunca acabou bem”, disse.

No discurso, Renan Calheiros lembrou o episódio em que o ex-senador Sérgio Machado gravou conversa com o atual líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), em que os dois citaram Renan Calheiros e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

“Ingressamos num ambiente de intrigas, provocações, ameaças e retaliações, impostas por um governo, suprimindo o debate de ideias e perseguindo parlamentares”, disse o senador, um dos mais influentes políticos do PMDB.

“Eu defendo reformas, mas não as reformas destinadas a abolir direitos trabalhistas conquistados a duras penas”, afirmou.

O senador afirmou que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, preso e condenado por crimes de corrupção e financeiros, mantém influência sobre o governo. Segundo Renan Calheiros, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), objeto de mais uma dezena de inquéritos no Supremo Tribunal Federal e um dos mais próximos aliados de Temer, cometeu “ledo engano” quando disse que Eduardo Cunha estava “politicamente morto”. Calheiros afirmou que, mesmo preso, em Curitiba, Cunha deu “ordens” ao governo Temer e “nomeou” ministros.

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