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segunda-feira, 3 de julho de 2017

MAIS DE 70% DOS BRASILEIROS NÃO CONSEGUEM POUPAR DINHEIRO


Rio de Janeiro - RJ (DINO)

Desemprego em alta e poder de compra em baixa. Estes dois fatores conjugados têm sido os vilões do orçamento das famílias brasileiras. Segundo levantamento conduzido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), para 76% dos consumidores do país guardar dinheiro está sendo uma tarefa impossível.
Os dados são referentes ao mês de abril, mas de acordo com dados anteriores, a dificuldade em economizar tem sido constante desde o início do acompanhamento, em janeiro deste ano.No comparativo entre faixas de renda, as classes C, D e E têm o pior desempenho. Mais de 80% das pessoas pertencentes a essas faixas não conseguem economizar. Entre as classes A e B, os valores caem para 57%.
Quando o assunto é reserva financeira, 64% do total de pesquisados não possuem valores guardados para este fim. Nas classes A e B, o percentual é significativamente menor, 39%. Por outro lado, as pessoas que conseguem organizar melhor as finanças e poupar parte da renda somam 33,3%. Entre estes, 51% tiveram que recorrer às economias recentemente. Como justificativa para o uso dos valores estão: pagamento de despesas rotineiras (14%), circunstâncias imprevistas (12%) e quitação de débitos (10%).
As justificativas dadas pelos brasileiros que não conseguiram poupar nada estão relacionadas à baixa remuneração (47%), falta de renda (17%) e dificuldade em controlar as finanças (9%). Os motivos muito ligados à questão de renda indicam que, com salários baixos ou sem trabalho, fica ainda mais difícil economizar dinheiro.
Para aqueles que conseguem poupar parte do que ganham, mesmo que em pequenos valores, a orientação é manter o hábito de poupador. Isso porque, se a situação não está favorável para que seja reservada uma quantia maior, ao menos não se perde o costume de guardar parte da renda pensando no futuro. Quando não é viável economizar um valor do pagamento mensal, uma alternativa é poupar rendas extras que podem surgir eventualmente.
Pequenos aportes mensais podem parecer inúteis, mas após alguns meses já é possível ter um saldo razoável para lidar com situações de emergência, como consultas médicas ou despesas com manutenção de veículos. O desafio nesses casos é manter o foco para poupar continuamente e não sacar os valores por motivos superficiais.
Entre os brasileiros que possuem este hábito, a intenção é justamente lidar com imprevistos. Deste total, 38% economizam para se prevenir de problemas na família ou de saúde, 30% pensam na possibilidade de perder o emprego e 30% constroem uma reserva financeira para poder oferecer mais qualidade de vida para a família.
Surpreendentemente, respostas ligadas ao consumo ficaram em segundo plano. Apenas 22% dos brasileiros disseram poupar para adquirir um produto ou serviço, 20% economiza focando em viagens, 17% guarda dinheiro para arcar com custos de educação e 16% reserva parte da renda para realizar o sonho da casa própria.
Para resguardar as economias, grande parte (68%) dos entrevistados disse utilizar a poupança. O segundo lugar mais citado foi dentro de casa, hábito que não é recomendado por especialistas devido à segurança e também pela perda de rentabilidade.
Em terceiro lugar na preferência, estão os fundos de investimento com 8% e a Previdência Privada também com 8%. Em seguida, vêm Certificados de Depósito Bancário (6%) e títulos do Tesouro Direto (5%). A popularidade da poupança, mesmo com rentabilidade menor que outras modalidades, demonstra a dificuldade em explorar novas possibilidades, muitas vezes causada para falta de informação sobre as opções disponíveis no Mercado Financeiro.
Esses resultados evidenciam a importância de um bom controle financeiro para o equilíbrio do orçamento familiar. O planejamento financeiro quando bem feito traz benefícios tanto no presente quanto no futuro, diminuindo a dificuldade em lidar com imprevistos e evitando a aquisição de dívidas por inadimplência ou empréstimos.

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