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domingo, 30 de julho de 2017

NOBEL DE QUÍMICA FARÁ PALESTRA NO BRASIL NO DIA 9 DE AGOSTO



O vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2004, Aaron Ciechanover, proferirá uma palestra no dia 9 de agosto, às 10h, no Auditório do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Com o tema “O sistema proteolítico ubiquinina: de mecanismos básicos a doenças humanas, até o desenvolvimento de medicamentos”, Ciechanover traçará um paralelo entre sua descoberta e a medicina personalizada relacionada ao câncer.
Organizado em parceria com o Nobel Media e a empresa farmacêutica Astra Zeneca, o evento faz parte do Nobel Prize Inspiration Initiative (NPII), um programa global que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisas a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, a comunidade científica e o público.
Aaron Ciechanover nasceu em Haifa (Israel), em 1947, e é pesquisador do Instituto Israelita de Tecnologia (Technion).Juntamente com os pesquisadores Avram Hershko (Technion) e Irwin Rose (Universidade da Califórnia, EUA), foi um dos responsáveis pela descoberta da degradação das proteínas através da ubiquitin. Eles decifraram o mecanismo de conjugação, descreveram funções proteolíticas gerais do sistema, e propuseram um modelo de acordo com o qual esta modificação serve como um sinal de reconhecimento de uma protease derivada específica.
Ao longo dos anos, tornou-se claro que proteólises mediadas por ubiquitina desempenham um papel importante em muitos processos celulares e anomalias nos sistemas que sustentam mecanismos patogênicos de muitas doenças – como certas malignidades e transtornos neurodegenerativos – consequentemente, o sistema se tornou uma plataforma importante para o desenvolvimento de medicamentos.
Direcionada especialmente a jovens pesquisadores e comunidade científica, o evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pela internet. O auditório do InRad fica na Travessa da Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 75, próximo à Estação Clínicas do Metrô.
Por Erika Yamamoto

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