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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Estudo premiado indica melhor método para tratar retinopatia diabética

Por Rose Talamone 
Na imagem, o professor Rodrigo Jorge – Foto: Divulgação
Com estudo que comparou três tipos de tratamento para retinopatia diabética, pesquisadores do Setor de Retina e Vítreo do HCFMRP receberam o prêmio Oral Bravs Award – 2017 Retinal no 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo.
Uma equipe do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP avaliou três tipos de tratamento para retinopatia diabética, lesão na retina causada pela diabete que pode levar à cegueira. A comparação entre o laser tradicional (somente uma mira); apenas uso de medicamento; e o laser de miras múltiplas associado ao medicamento indicou como mais vantajoso o último método.

Os resultados foram apresentados no trabalho Função da Retina nos Olhos com Retinopatia Diabética Proliferativa Tratada com Ranibizumab intravítrea e/ou Fotocoagulação Panretina a Laser, que ganhou prêmio Oral Bravs Award – 2017 Retinal durante o 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo, ocorrido em abril no Rio de Janeiro.
O estudo é de autoria dos professores Rodrigo Jorge, André Messias e dos pesquisadores Katharina Messias e Rafael De Montier Barroso.

O professor Rodrigo Jorge conta que o tratamento convencional com laser destrói a retina periférica. As bordas da retina ficam sem suprimento sanguíneo e necrosam. Assim, a pessoa perde a visão periférica. “Essa técnica queima células boas para salvar a visão principal. O paciente perde a visão periférica, mas o centro da retina fica preservado”, explica o médico.

Outro problema apontado pelo professor para a técnica tradicional com laser é que ela faz com que a retina produza a proteína VEG – que estimula a formação de vasos sanguíneos anormais, os chamados neovasos. Eles sangram com facilidade e formam um novo tecido no local, o que pode acabar provocando o descolamento da retina.

Já quando tratamento é realizado somente com medicamento, a droga Ranibizumab, a retina tem maior preservação da área periférica. “Isso não significa que se deve abandonar o laser”, alerta o professor. Para ele, a melhor indicação é a mescla do tratamento medicamentoso com o uso de um laser com múltiplas miras (em pontos específicos planejados pelo computador), o que não causa tanta perda de função.

Rosemeire Talamone, de Ribeirão Preto

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