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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PGR denuncia senador Romero Jucá, do PMDB, por corrupção passiva e lavagem

Portugal Digital, com agências

FOTO: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O advogado do senador Romero Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que ainda não teve acesso ao documento, mas que, sob seu ponto de vista, “é um inquérito simples, que não justificaria ter uma denúncia”.
“Não tinha motivos para denúncia, mas deve estar na cota de flechadas que o Janot prometeu no final do mandato dele”, disse, citado pelo site G1.O inquérito está sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, relator da Operação Zelotes, relativa a fraudes e outros crimes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), entidade de recursos da Receita Federal, no Supremo. Jucá é suspeito de participar de um esquema de venda de emendas a medidas provisórias
Segundo investigações da Polícia Federal, em 2013, enquanto líder do governo no Senado, Jucá teria alterado uma medida provisória para beneficiar o grupo Gerdau. Jucá era então relator de proposta que mudava a tributação sobre o lucro de empresas brasileiras fora do país.
Quando o inquérito no STF foi aberto, em novembro do ano passado, Jucá negou ter recebido recursos para atuar em benefício de empresas,
A Operação Zelotes inicialmente apurava o pagamento de propina a conselheiros do Carf para que multas aplicadas a empresas, entre bancos, montadoras e empreiteiras, fossem reduzidas ou anuladas. A investigação revelou, entretanto, indícios de venda de Medidas Provisórias (decretos governamentais) por políticos que prorrogavam incentivos fiscais a empresas do setor automotivo.
Segundo a Polícia Federal, mesmo depois do início da operação, as investigações encontraram indícios de que os crimes continuaram a ser cometidos.
Romero Jucá disse nesta segunda-feira (21) que a denúncia contra ele apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é um “ato de despedida”. O processo está em segredo de Justiça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não confirma o teor da denúncia, mas a informação foi publicada pela imprensa.
“Não vou comentar denúncia. É a despedida do Janot. Não vou comentar a despedida do cara. Quem fala é o Kakay [advogado Antonio Castro de Almeida Castro]. Será judicial na hora que a gente souber”, disse Jucá ao chegar ao Palácio do Planalto.
Jucá disse ainda “estar muito tranquilo” e sem “nenhum temor”. “Tenho toda a tranquilidade do mundo e espero que o Supremo analise todas as questões e vai ver que não há nenhum motivo para isso.”

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