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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

POUPANÇA TEM MELHOR DESEMPENHO DESDE 2014


Devido ao desemprego e à desaceleração econômica, foram sacados da poupança mais de R$ 40,7 bilhões em 2016. No ano anterior, o resultado foi ainda pior: os saques somaram R$ 53,5 bilhões. Ou seja, nesses dois anos ficou registrado o pior desempenho da caderneta desde o início da série histórica.
Agora, contudo, o panorama parece estar mudando. Depois de anos amargando resultados ruins, a aplicação financeira mais popular do Brasil começa a se recuperar. Pelo menos é o que mostra os dados divulgados pelo Banco Central do país este mês.
Segundo as informações divulgadas, no último mês de julho os depósitos na caderneta de poupança ultrapassaram a soma dos saques em R$ 2,33 bilhões. Há três meses seguidos, a poupança tem registrado entrada líquida de recursos.De acordo com os dados do Banco Central, os depósitos totalizaram R$ 174,72 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 172,38 bilhões no mês de referência. Ainda, o rendimento poupança , isto é, os juros acrescidos nas contas de milhares de brasileiros superaram a marca de R$ 3,5 bilhões.
Outros números que também registraram aumento foi do saldo da poupança. O estoque dos valores depositados fechou o mês de julho em R$ 681,20 bilhões. Um mês antes, o valor era de R$ 675,34 bilhões.
Na comparação com o ano passado, o crescimento é mais significativo. De dezembro de 2016 a julho de 2017, o saldo da poupança subiu R$16,3 bilhões. Isso porque, no final de 2016, a soma estava em R$ 664,9 bilhões.
No entanto, a saída líquida, ou seja, a diferença entre saques e depósitos, ainda apresenta resultado negativo. O Banco Central verificou que houve saída líquida de R$ 9,95 bilhões da poupança no acumulado de janeiro a julho deste ano.
Esse resultado, mesmo apresentando saldo negativo, indica uma melhora. Afinal, este é o melhor momento registrado pela caderneta de poupança desde 2014 - ano em que R$ 13,64 bilhões foram adicionados à modalidade.
A melhora no desempenho da poupança coincidiu com a finalização dos saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Se, por um lado, muitos brasileiros utilizaram os valores do benefício para saldar dívidas. Por outro, parte dos trabalhadores com as contas em dia decidiram guardar a quantia recebida na caderneta.
Com o melhor resultado já registrado desde 2014, muitas pessoas passaram a retomar o interesse em aplicar dinheiro na caderneta. Até porque a modalidade se tornou um pouco mais atrativa financeiramente após os cortes na taxa básica de juros, taxa Selic, e o recuo da inflação, fator que colabora para manter o poder de compra do consumidor.

Outros investimentos ainda se sobrepõem à poupança
Apesar da melhora conquistada recentemente, modalidades de investimento disponíveis no mercado ainda são mais atrativas que a poupança quando o assunto é rentabilidade. Ao contrário do que muitos pensam, existem opções tão seguras quanto a caderneta e que entregam retornos mais interessantes.
Um bom exemplo são os títulos do Tesouro Direto, programa vinculado ao governo federal, que em 2016 registrou o segundo melhor retorno entre todas as principais modalidades. Nesse sentido, os títulos públicos podem ser uma boa saída para quem busca investir de forma prática e segura.
Além de segurança, o Tesouro Direto oferece simplicidade e acessibilidade. As aplicações podem ser feitas online, com poucos cliques, e a partir de R$30 já possível começar a investir.
Outra alternativa de investimento é o Certificado de Depósito Bancário, também chamado de CDB . Essa modalidade também é muito segura, já que o investidor é assegurado em até R$ 250 mil por CPF e por instituição. A orientação para encontrar boas oportunidades é buscar fazer investimentos no longo prazo, que podem oferecer taxas melhores de retorno.
Quem busca alta rentabilidade e está disposto a correr mais riscos, pode aplicar na renda variável. A Bolsa de Valores foi o melhor investimento de 2016 e já apresenta bons resultados este ano. É possível ter resultados excepcionais investindo em ações, especialmente nas operações de curto prazo, que aproveitam a dinâmica constante do mercado para realizar lucros.
São Paulo - SP (DINO)

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