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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Joesley Batista e Ricardo Saud entregam-se à Polícia Federal em São Paulo

Portugal Digital

FOTO:TÂNIA RÊGO/ABR/ARQUIVO

O pedido de prisão foi feito após Janot concluir que os colaboradores omitiram do Ministério Público fatos criminosos que não foram relatados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo, informa a Agência Brasil.A PGR também pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin disse que não há elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária.
Fachin havia determinado que o cumprimento dos mandados ocorressem com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”, evitando o uso de algemas, pois não se trata de pessoas perigosas. “Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”, diz a decisão.
No sábado (9), a defesa do grupo J&F colocou à disposição os passaportes do empresário Joesley Batista, da J&F, e do ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricardo Saud. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição.
O acordo de delação assinado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República pode ser rescindido já que prevê perda de efeito se, entre outros motivos, o colaborador mentir, omitir, sonegar ou destruir provas.
As provas recolhidas com base nos depoimentos dos colaboradores poderão, no entanto, continuar a valer. Neste sentido já se pronunciaram três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando que o fim do acordo não implica necessariamente a anulação das provas.
ESCRITO POR: PORTUGAL DIGITAL

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